sábado, 30 de maio de 2009

O assassino era o escriba

Meu professor de análise sintática era o tipo do sujeitoinexistente.Um pleonasmo, o principal predicado da sua vida, regular com um paradigma da 1ª conjugação.Entre uma oração subordinada e um adjunto adverbial,ele não tinha dúvidas: sempre achava um jeito assindético de nos torturar com um aposto.Casou com uma regência.Foi infeliz.Era possessivo como um pronome.E ela era bitransitiva.Tentou ir para os EUA.Não deu.Acharam um artigo indefinido em sua bagagem.A interjeição do bigode declinava partículas expletivas,conetivos e agentes da passiva, o tempo todo.Um dia, matei-o com um objeto direto na cabeça.

Paulo Leminski

Nenhum comentário:

Postar um comentário