sexta-feira, 12 de junho de 2009

Nossa Produções

Produções a partir do texto “A pesca” de Affonso Romano de Sant’Anna


PROSA DISSERTATIVA

Em um país tropical em que o anil do céu se destaca, Vê-se no silêncio do mar uma prática que vem se tornando cada vez mais comum: a pesca predatória que degrada a fauna marítima causando desequilíbrio ambiental.
A falta de conscientização das pessoas tem contribuído para tal realidade, onde se nota um completo descaso quanto ao uso correto dos equipamentos e até mesmo o respeito e cuidado com os peixes.
A pesca esportiva praticada por amadores revela o despreparo, ignorância, e consequentemente a crueldade a estes animais, que por vezes ao serem devolvidos ao mar acabam morrendo devido aos graves ferimentos.
Um problema gera outro, esses peixes são levados pelas ondas até a areia causando a poluição das praias.

Maria Célia, Cássia,Willian e Nielson

PROSA INJUNTIVA

Como fazer uma boa pescaria

Para ter uma pescaria bem sucedida escolha um dia de céu azul e prepare o seu anzol, não se esqueça da isca!
Deixe suas preocupações de lado: nada de ficar marcando o tempo e, em silêncio, lance o anzol com a agulha na posição vertical, deixando-a mergulhar na água.
Quando o anzol perfurar a garganta do peixe, arranque-o da água e retire-o.
Agora é só tratá-lo e degustá-lo curtindo a areia e o sol.

Erivania Barbosa, Elioneide , Wedna Cristina, Anunciada e Fernanda.



PROSA NARRATIVA

Em um lindo dia ensolarado de céu azul-anil, o pescador resolveu sair de casa, em silêncio, aproveitando o bom tempo que pairava sobre a praia, para fisgar um peixe.
Chegando à beira-mar, encaixou com cuidado a isca na agulha e num lance aquilino certeiro, mergulhou na água o anzol. Após uma longa espera percebeu que a linha agitava ainda mais a espuma que se formava ao redor do equipamento. O tempo de espera não havia sido em vão, pois um grande peixe surgiu quebrando o longo silêncio. O pescador retirou com um arranco da garganta do animal o anzol que o fisgou, ferindo-lhe a boca.
Estabanado de tanta fúria o homem relaxou na areia e aproveitou o lindo dia de sol e céu azul, saboreando a vítima.

Rossana ,Cristiane , Micheline, Carmelinda e Magneide

quarta-feira, 3 de junho de 2009

"Aqui morava um rei"

Aqui morava um rei quando eu menino
Vestia ouro e castanho no gibão,
Pedra da Sorte sobre meu Destino,
Pulsava junto ao meu, seu coração.

Para mim, o seu cantar era Divino,
Quando ao som da viola e do bordão,
Cantava com voz rouca, o Desatino,
O Sangue, o riso e as mortes do Sertão.

Mas mataram meu pai. Desde esse dia
Eu me vi, como cego sem meu guia
Que se foi para o Sol, transfigurado.

Sua efígie me queima. Eu sou a presa.
Ele, a brasa que impele ao Fogo acesa
Espada de Ouro em pasto ensanguentado."

Ariano Suassuna.

terça-feira, 2 de junho de 2009

O pássaro transparente

[...]Há quantos anos, neste mesmo trem, rasguei aquelas cartas, uma a uma? E há quantos vejo - dias, três vezes por mês, ao amanhecer e a tarde - estas mesmas paisagens? Ao contrário de mim, mudaram pouco. E a mudança, a minha, foi para melhor ou para pior? [...] Tem-se a impressão que os mesmos homens, os meninos de sempre veem o trem passar. E que os bois, nos pastos são os mesmos. Só as árvores, por causa do verão e da estação das chuvas, transformam-se para recuperar, a cada ano que vem, sua juventude. A juventude do homem, felizmente, não é como a folhagem dessas árvores. Se fosse, se eu voltasse a ser jovem, cometeria decerto os mesmos erros, talvez outros maiores.[...]

LINS, OSMAN. Nove Novena. São Paulo: Companhia das Letras, 2004. Pág. 10

Micheline